Yamaha R6 2011 é adiada

Montadora japonesa pretende fazer um modelo todo novo com tecnologias da MotoGP

do InfoMotori/Itália

Os fanáticos por motos superesportivas que aguardavam anciosamente uma novíssima Yamaha R6 2011 estão sendo informados que terão de esperar mais um ano. Isso porque a fabricante japonesa não pretende dar a motocicleta apenas um pequeno face-lift, como tem feito desde que ela foi lançada em 2006, e sim construir uma moto totalmente nova que incorpore as últimas tecnologias usadas na MotoGP.

Entre as novidades previstas para 2012, quando a nova R6 deve provavelmente debutar, estão um novo chassis, motor e carroceria imitando as motos usadas por Valentino Rossi e Jorge Lorenzo. Outras novidades devem ser ainda os YCC-T - sistema de controle eletrônico do escapamento - e o YCC-I - sistema de aspiração variável.











Triumph Daytona 675 é um foguete inglês de 126 cavalos

Com três cilindros, alto desempenho e potentes freios, o modelo esportivo de média cilindrada chama a atenção por onde passa

Da Infomoto

Com três cilindros, alto desempenho e potentes freios, o modelo esportivo de média cilindrada chama a atenção por onde passa

Difícil não prestar atenção nesta Triumph Daytona 675. Ainda mais na cor vermelha como a da unidade testada. Na dianteira os faróis lembram os olhos de uma fera. As bengalas dianteiras douradas e o escapamento com saída sob o banco mostram que este modelo nasceu para brilhar nas pistas. Ela poderia estar facilmente em uma galeria de arte, mas foi feita mesmo para acelerar. Ao ligar o motor e começar a rodar surge a primeira surpresa: o ronco é diferente do esperado e mais parece um assobio. Porém o mais impressionante é a reposta do motor, rápida e forte em quase todos os regimes de rotação. Afinal o que essa moto tem de diferente das demais esportivas da categoria de 600 cm3?

Desde que foi lançada pela Triumph, a Daytona 675 venceu na Europa diversos comparativos e corridas da categoria Supersport. Apesar de um cilindro a menos que a concorrência, sim o modelo inglês é uma tricilíndrica, o motor tem 75 cm3 a mais de capacidade, daí o nome 675. Hoje, suas principais rivais no mercado internacional são a Honda CBR 600RR, a Kawasaki ZX-6R, Yamaha YZF-R6 e a Suzuki GSX-R600.


DESEMPENHO SURPREENDENTE

Normalmente as superesportivas de 600 cm3 são mais calmas em baixas rotações, precisando atingir altos giros para o motor entregar toda a sua potência. Porém na hora de acelerar essa inglesa fiquei surpreso com a resposta do motor, mesmo em baixas rotações. O principal trunfo desta moto é realmente a arquitetura de seu propulsor de três cilindros. Segundo a Triumph essa configuração tem o melhor dos dois mundos; o rápido aumento de rotações de um motor bicilíndrico e a “explosão” em altas rotações de um quatro cilindros em linha.

A potência de 126 cv e o torque de 7,54 kgf.m realmente impressionam frente a qualquer 600 cm3 do mercado. Outro diferencial do motor com três cilindros é seu tamanho reduzido em comparação às tetracilíndricas. Além de seu peso menor, permite que a moto seja mais estreita. Basta alguns minutos para começar a abusar do acelerador e aproveitar o melhor que esta moto tem a oferecer.

EQUIPADA


Para quem gosta de pilotar em circuito ou mesmo participar de um track day tem na Daytona 675 um modelo para fazer bonito nas pistas. Os freios são potentes e precisos, na dianteira os discos têm 308 mm de diâmetro (na Yamaha YZF-R1 são de 310 mm). Se isso não bastasse, as linhas de freio têm cobertura com malha de aço (Aeroquip). A suspensão dianteira, com tubos de 41 mm, tem todo o tipo de regulagem e garantem ótima estabilidade.

Abaixado na bolha é possível ver o completo painel que tem shift-light e até mesmo marcador de velocidade máxima atingida. Outro item que impressiona são os pneus. A moto testada estava calçada com pneus Pirelli Supercorsa SP, são pra lá de esportivos e permitem inclinar a moto até onde o juízo permitir. Até mesmo a posição de pilotagem é radical, com o piloto praticamente sobre o eixo dianteiro. Contudo, essa posição “racing” chega a cansar em viagens mais longas.

MAIS DÓCIL


Muitos motociclistas partem logo para as esportivas de 1000 cm3 como primeira moto grande. Pilotar uma superbike realmente é uma experiência única, porém o piloto precisa estar muito bem preparado para domar essas feras. Mas com uma 600 cm3 ou mesmo uma 675 cm3 você consegue ter a mesma diversão por um preço mais acessível e em uma moto mais fácil e dócil de pilotar.
Você pode não gostar do som do escapamento ou mesmo achar que um cilindro a menos pode fazer falta. Contudo, a Daytona 675 tem muito a oferecer. E só me resta uma dúvida: Ela é uma moto de rua com pegada racing ou uma moto racing que também pode andar na rua?

A Triumph Daytona 675 está com o preço promocional de R$ 36.900. Suas concorrentes no mercado nacional são a Honda CBR 600RR, que tem preço sugerido de R$ 47.000, e a Kawasaki ZX-6R, que custa R$ 48.880.

FICHA TÉCNICA: Triumph Daytona 675

Motor: DOHC, 675 cm³, tricilíndrico, refrigerado líquida.
Potência máxima: 126 cv a 12.600 rpm.
Torque máximo: 7,54 kgfm a 11.750 rpm.
Transmissão: Câmbio de seis velocidades, com transmissão final por corrente.
Suspensão: Invertida de 41 mm com ajustes de pré-carga, compressão e retorno na dianteira; balança com amortecedor à gas e ajuste de pré-carga, compressão e retorno na traseira.
Freios: Disco duplo flutuante de 308 mm com pinças radiais de quatro pistões (dianteiro); Disco simples de 220 mm com pinça de um pistão (traseiro).
Dimensões: 2.010 mm de comprimento, 710 mm de largura e 1.105 mm de altura. Entre-eixos 1.415 mm e 830 mm de altura do assento para o solo.
Peso: 162 kg.

por Lucas Rizzollo

Honda CBR 600RR 2010 ganha novas cores e grafismos

A CBR 600RR tornou-se referência entre as motocicletas esportivas de média cilindrada por reunir potência e leveza, aliadas à tecnologia avançada, alto desempenho e segurança. Importado do Japão, o modelo 2010 da motocicleta heptacampeã mundial na categoria Supersport chega este mês às concessionárias Honda em novas cores e com grafismos marcantes.

Enquanto a versão na cor vermelha traz visual arrojado e esportivo, a preta transmite a sensação de agressividade e sofisticação. Já a versão na cor branca perolizada apresenta grafismos alusivos às cores da HRC (Honda Racing Corporation – Divisão de Competições da Honda), ressaltando toda a tecnologia presente nesta motocicleta inspirada nas pistas de corrida em cada um de seus detalhes.

Design marcante

A CBR 600RR tem visual compacto e arrojado. A carenagem frontal proporciona maior captação de ar, melhorando sua aerodinâmica e seu desempenho. Este sistema, denominado Ram Air, capta e pressuriza o ar quando a motocicleta está em movimento, aumentando a velocidade de entrada da mistura ar/combustível e proporcionando, assim, incremento na potência do motor, principalmente em altas velocidades.

Na traseira, o escapamento Centre-Up 4 x 2 x 1, com saída única sob a lanterna traseira, é leve e seu posicionamento gera melhor capacidade de inclinação nas curvas.

A iluminação é eficiente, com conjunto óptico dotado de lentes multi-refletivas e sistema Line Beam, que oferece iluminação forte e constante, resultando em harmonia estética e segurança, principalmente em pilotagem noturna.

O painel de instrumentos dispõe de tacômetro eletrônico com mostrador analógico, além de dois diplays digitais com excelente visibilidade para leitura da velocidade, hodômetros parcial e total, marcador de combustível e relógio.

Motor compacto e eficiente

O propulsor de 599 cm3, com quatro cilindros em linha, DOHC (Double Over Head Camshaft), com duplo comando de válvulas, quatro tempos, 16 válvulas (quatro para cada cilindro), arrefecido a líquido, foi concebido com base nas tecnologias aplicadas aos modelos de competição. Alcançando potência máxima de 120 cv a 13.500 rpm e torque de 6,73 kgf.m a 11.000 rpm, proporciona respostas rápidas em qualquer faixa de rotação.

O modelo dispõe ainda do sistema de injeção eletrônica PGM-DSFI (Programmed Dual Sequential Fuel Injection System), que processa com precisão a quantidade de combustível que compõe a mistura, obtendo o máximo de eficiência. Além de gerar respostas rápidas ao comando do acelerador, o sistema, aliado ao catalisador e ao sensor de oxigênio, reduz as emissões de gases poluentes, tornando o modelo adequado ao Promot 3 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares).

A CBR 600RR conta ainda com um sensor responsável por manter o ponto ideal da ignição e monitorar a combustão dos cilindros, evitando a pré-ignição e a autodetonação do combustível.

Já o sistema de transmissão denominado Low-Lash proporciona suavidade às trocas de marchas (seis velocidades).

Chassi leve e resistente

O chassi da CBR 600RR foi construído por meio de um sistema de fundição em alumínio denominado FDC (Fine Die-Cast), que permite reduzir a quantidade de soldas, resultando em mais leveza e resistência.

O modelo traz também o avançado Amortecedor de Direção Eletrônico Honda (HESD), que utiliza um atuador hidráulico e um módulo eletrônico que, através do sensor de velocidade, anula eventuais oscilações do guidão percebidas nas rápidas acelerações, melhorando a maneabilidade em baixas velocidades e proporcionando maior firmeza em velocidades mais altas.

As suspensões contam com tecnologia derivada das pistas de competição. A dianteira do tipo telescópica invertida (Upside Down) apresenta sistema HMAS (Honda Multi Action System), possibilitando a regulagem da velocidade de compressão e de retorno dos amortecedores. Na traseira, a suspensão Unit Pro-Link isola por completo o chassi de impactos e torções registrados durante a pilotagem, tornando o conjunto mais leve e rígido.

A aderência ao solo é garantida pelos pneus radiais esportivos de perfil baixo e sem câmara e pelas rodas de alumínio de três pontas, com aro de 17″. O tanque de combustível tem capacidade para 18 litros.

Para assegurar eficiência nas frenagens, a CBR 600RR conta com dois discos flutuantes de 310 mm de diâmetro, com acionamento hidráulico, e cáliper de fixação radial com quatro pistões na dianteira. Na traseira, dispõe de um único disco com diâmetro de 220 mm e acionamento hidráulico e cáliper de pistão simples.

Além disso, o modelo traz o sistema H.I.S.S. (Honda Ignition Security System). Trata-se de um sistema avançado de identificação por meio de chip eletrônico localizado na chave de ignição, fazendo com que somente a chave original tenha capacidade para acionar o motor. A tecnologia, considerada um diferencial da Honda, proporciona mais segurança ao estacionar o veículo em locais públicos.

Comercializada nas 80 concessionárias Honda habilitadas para a venda de motocicletas importadas, a CBR 600RR 2010 tem preço público sugerido de R$47.000,00 (base no Estado de São Paulo), e não inclui despesas com frete e seguro. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

Gama Harley-Davidson 2011

Além de apresentar 3 novos modelos, a marca americana privilegiou a segurança em sua linha 2011

XL 883 Super Low

Os lançamentos estão surgindo e as máquinas que passarão a ocupar as ruas em 2011 já estão chegando. A principal novidade é a XL 883 Superlow, que conta com novas rodas, pneus, além de assento e guidão modificados. A XR1200X, ganhou uma nova coloração branca (White Hot Denim) e possui regulagens nas suspensões dianteira e traseira e discos flutuantes na dianteira.


Como sempre, a marca americana Harley Davidson realizou um bom trabalho, agregando mais tecnologia em seus produtos e ainda mais beleza em suas motocicletas. A marca de Milwaukee procurou alterar pequenas coisas que levarão a grandes resultados. A exemplo disso, a linha V-Rod tem novos pneus, agora Michelin Scorcher e um pacote de segurança opcional, com ABS e um novo sistema de controle inteligente.


Os modelos Touring ficarão mais potentes, graças ao novo motor Twin Cam 103 e terão ABS de série, como a novíssima Road Glide Ultra. Todavia, a maior modificação não está por conta de nenhuma destas alterações. A maior novidade da marca americana é a introdução do sistema ABS, como opcional, em todos os modelos Softail, exceto a Cross Bones.

Raul Fernandes Jr.

Imagens divulgação

MV Agusta volta para Itália por R$ 7

Foto: Infomotori/Itália
Motor Dream

MV Agusta volta para Itália por R$ 7

Marca italiana volta as mãos da MV Holding por preço simbólico de 3 euros

do InfoMotori/Itália
exclusivo para MotorDream

A Harley Davidson vendeu a famosa marca italiana de motos MV Agusta à família Castiglioni pelo valor simbólico de 3 euros., o equivalente a R$ 7 reais. Claudio e Giovanni Castiglioni, através da MV Holding, que pertence a família Castiglioni, recuperaram 100% das ações da marca.

As negociações com potenciais compradores foram abertas após o anúncio da venda da MV Agusta e do fim da produção das motos Buell, em outubro de 2009. Com isso, a Harley Davidson passa a focar em seu negócio principal.

Em 2008 a Harley Davidson surpreendeu a todos ao comprar MV Agusta pelo valor de 70 milhões de euros, cerca de R$ 173 milhões. Surpresa maior foi o anúncio da venda por apenas 3 euros.

Com a compra da MV Agusta Itália, a holding leva também a MV Agusta Estados Unidos, empresa que administra a rede de vendas no mercado norte-americano e que enfrenta problemas financeiros devido ao prejuízo de 27 milhões de euros, aproximadamente R$ 63 milhões, acumulado em 2009.

Massimo Bordi foi chamado para gerenciar as operações da casa. Ele já havia trabalhado para a Ducati como diretor administrativo. Claudio Castiglioni continua na presidência da empresa responsável pelo desenvolvimento de novos modelos, enquanto seu filho John será nomeado CEO.

“A MV Agusta é uma pérola do motociclismo italiano, estou feliz por fazer isso, porque fizemos as motos mais bonitas do mundo e vamos continuar a fazê-las”
, disse Claudio Castiglioni.

O futuro da empresa de John Castiglioni é claro: "Nosso objetivo não é fazer uma grande empresa de motos, mas uma indústria artesanal de prestígio, que continue a fazer algumas peças de qualidade".

Para Keith Wandell, presidente e CEO da Harley-Davidson, “a MV Agusta é uma marca gloriosa. A decisão de deixar de investir nela reflete a estratégia de focar os nossos esforços e nosso investimento na marca Harley-Davidson, porque acreditamos que este é o melhor caminho para um crescimento a longo prazo".

A nova empresa contará com um financiamento de cerca de 20 milhões de euros, ou aproximadamente R$ 46 milhões, que devem ser concedidos por alguns bancos e pela Harley Davidson.

Além disso, há um compromisso de não distribuição de dividendos e reinvesti-los por pelo menos um ano. O plano de negócios deve ser apresentado no próximo mês e será direcionado para a redução dos custos operacionais. Por enquanto não há notícias sobre o futuro dos 250 trabalhadores da fábrica italiana de Varese. Agora que está de volta em mãos italianas e com boas garantias financeiras, espera-se que a empresa possa encontrar estabilidade e tranqüilidade.